Pólo de Nova Venécia atrai multinacionais


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A cidade de Nova Venecia



Como chegar, onde se hospedar e se alimentar na cidade que é considerada a capital nacional do granito... Leia Mais

 

 

 


Exploração de jazidas de granito e mármore pode durar séculos

jasiza de cristalinoSe para o petróleo, atual "vedete" da economia capixaba, as perspectivas apontam limite de duas décadas para que a produção no Estado comece a cair em volume, no segmento de rochas ornamentais - também um recurso finito -, o horizonte é bem mais promissor.

Estima-se em centenas de anos o tempo de vida útil das jazidas de mármore e granito em terras capixabas. Nos últimos 15 anos o número de teares (máquinas que serram blocos de rochas) mais que dobrou, levando o Estado a liderar as exportações do segmento em nível nacional.

Mesmo com o ritmo atual de crescimento, não devem faltar rochas para extração por muito tempo. É o que afirma o geólogo Rubens Puppin, atualmente assessor do sindicato das empresas do setor, o Sindirochas, para questões ambientais.

Puppin trabalhou por mais de 30 anos no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Segundo informa, o resultado das pesquisas de campo efetuadas pelos mineradores no Estado computou uma reserva de mais de 5 bilhões de m3 de rochas ornamentais, entre mármores e granitos.

"Portanto, apesar do grande desenvolvimento do setor, temos rochas ornamentais para serem exploradas por muitos séculos", frisa.

Mesmo no caso das jazidas de mármore dos municípios de Cachoeiro de Itapemirim, Vargem Alta e Castelo, estimadas em 250 milhões de m3 e em exploração há 50 anos, a previsão é de que sejam necessários séculos para esgotar as reservas. Caso Carlos Onofre Penha, presidente do Centro Tecnológico do Mármore e Granito(Cetemag) cita o exemplo da Itália para ilustrar a perspectiva de longevidade do setor.

"Na Itália se extrai mármore há mais de 500 anos, e as jazidas ainda têm muito o que produzir". Onofre observa que embora o crescimento das exportações seja significativo, principalmente de rochas processadas, o principal comprador ainda é o mercado interno. E o aumento da produção para o mercado interno está condicionado às limitações do parque industrial.

Isso significa que mesmo que se extraia uma quantidade cada vez maior de blocos, a capacidade de processamento é limitada. O NÚMERO 250 milhões de m3 Esta é a estimativa das jazidas de rochas ornamentais (entre mármore) existentes nos municípios de Cachoeiro de Itapemirim, Vargem Alta e Castelo. As jazidas estão em exploração há 50 anos.

Fonte: Jornal Agazeta


Novo p
ólo de industrial de Nova Venécia atrai diverssas multinacionais

Empresas do setor de granito continuam interessadas em investir no pólo de Nova Venécia-ES, município da Região Noroeste do Estado que tem uma das maiores jazidas do país.

Atualmente, seis mineradoras e uma retífica estão em fase de implantação no setor 3 do pólo industrial, com previsão de entrar em funcionamento ainda neste semestre. De acordo com o prefeito Walter De Prá, as novas empresas vão criar cerca de 100 empregos diretos.

A lista de espera da prefeitura já conta com 18 empresários interessados em se instalar no novo pólo. Desses, 15 são do setor de granito e três de outras atividades. \"A exploração do granito é o nosso petróleo\", diz Walter De Prá, que deu a Nova Venécia o apelido de 'A capital Nacional do Granito'.

Entre as empresas em fase de instalação no pólo está a serralheria chinesa Smin, numa área de 40 mil metros quadrados. No projeto apresentado pelos empresários chineses, serão implantados no local 22 teares. Para se ter uma idéia da dimensão desse empreendimento, em todo o pólo industrial há 51 teares em funcionamento.

Transição. Há também um minerador que deixou Cachoeiro de Itapemirim, grande produtor de mármore e granito, para investir em Nova Venécia. É o caso de Cláudio Morelo, que vendeu sua empresa instalada no Sul do Estado para criar outra numa área de 20 mil metros quadrados no pólo veneciano. \"O município tem várias vantagens. Além de ótimas jazidas, possui boa infra-estrutura e um futuro promissor\", disse Morelo, que pretende inaugurar a Norte Granito dentro de seis meses, com dois teares e uma politriz funcionando e empregando 16 funcionários.

O pólo hoje conta com 27 empresas do setor de granito que possuem juntas 51 teares em funcionamento. Só no local, que gera 530 empregos diretos, são produzidos mensalmente 165 mil metros quadrados de chapas brutas e mais 149 mil metros quadrados de chapas polidas.

Novo pólo. Como não há mais espaço disponível no antigo pólo para a instalação de novas indústrias, a Prefeitura, no ano passado, adquiriu uma área de 37 alqueires de terra que será transformada num \"condomínio de empresas\", segundo o prefeito Walter De Prá. Ele aguarda a confecção da planta urbanística da área, que está sendo feito por técnicos da Superintendência dos Projetos de Polarização Industrial (Suppin).

Dos 37 alqueires, uma parte está reservada para área de preservação ambiental, com cultivo de plantas nativas da Mata Atlântica. Também no projeto, uma fazenda experimental com laboratório técnico. O restante do terreno será dividido em lotes para a instalação de qualquer tipo de empresas

Fonte: Jornal Agazeta